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Todas as emoções afetam nosso organismo como um todo, porém o que mais dificulta em manter o equilíbrio é quando o coração não vai bem, ou seja, quando a relação afetiva deixa a desejar. Parece que quando amamos nos deixamos de lado e só vemos o ser amado.
Fazemos de tudo para agradá-lo e, ainda assim, parece que nunca conseguimos.
A insatisfação no relacionamento pode ter várias causas, mas, para identificá-las é preciso muita coragem para olhar para aquilo que tem nos feito mal e que, muitas vezes, por medo do que pode ser identificado, fugimos como se nada estivesse acontecendo.
Resultado: trabalhamos muito como fuga, comemos muito também como fuga, nos envolvemos em relações passageiras para evitarmos o vínculo e, assim, vamos nos machucando cada vez mais, acumulando mágoas e ressentimentos, sentindo como se não fossemos dignas de sermos amadas. Mas, será que tem que ser sempre assim? Não, com certeza não!
A falta de diálogo com o companheiro é uma das causas mais comuns de conflitos. Se não consegue conversar nem consigo mesma como irá querer se comunicar com o outro? Algumas pessoas chegam ao máximo de não conversarem nem sobre suas dificuldades sexuais. Como podem fazer amor se não podem falar sobre ele?
A falta de cuidado com o outro, com a relação, não conseguindo perceber as necessidades do outro, também é outro fator de desgaste na relação, deixando-a que seja consumida pela rotina do dia-a-dia. É preciso investir sempre, fazendo algo que surpreenda e deixe o outro feliz. Abaixo estão outras causas que podem interferir na sua relação.
O que destrói uma relação e pode levar a uma separação:
medo
insegurança
carências afetivas
conflitos internos que refletem na relação
falta de romantismo, carinho, atenção, cuidado com o outro
falta de confiança, diálogo, comunicação
falta constante de demonstração de amor
falta de desejo, atração
desinteresse pelo que o outro diz, faz ou sente
brigas crônicas (repetitiva e sem gerar mudança)
ciúmes sem motivo e desproporcional
interferência familiar
agressividade
inveja
traição
desprezo
indiferença
rotina
mentira
egoísmo
crises financeiras
sem dúvida, falta de amor!
Diante dessa lista enorme é possível fazer muitas coisas. Primeiro, é preciso identificar as possíveis causas que estão corroendo seu relacionamento. Para isso, você poderá responder as seguintes perguntas:
Se há brigas, quais são os motivos? São sempre os mesmos?
Se não há brigas, mas há o silêncio, a indiferença, o que pode estar por trás disso?
Como você tem alimentado sua relação?
O que você têm feito para a construção da relação?
Você conversa com seu companheiro sobre seus sentimentos?
Seu companheiro se interessa pelo que você faz e, principalmente, pelo que você sente?
Você se interessa pelo que ele faz e pelo que ele sente?
Seus sentimentos são respeitados e considerados importantes por ele? E você, respeita os sentimentos dele?
O que você sente quando está ao lado dele? E quando está longe?
Pense em como você gostaria que fosse sua relação afetiva.
Agora, compare como está atualmente. Há muita diferença entre o que gostaria e está hoje? Responda a essas perguntas com toda sinceridade e depois reflita sobre as respostas. Pode ser que elas te ajudem a identificar as causas dos desentendimentos e de sua tristeza e necessidade de comer para não sentí-la. Com tudo isso claro em sua mente, procure-o para uma conversa franca e redefinam pontos importantes, onde os dois possam ouvir e perceber as necessidades do outro tanto como as suas próprias.
Todos os homens e mulheres possuem uma necessidade igual de amor. Mas quando começa haver falta de intimidade, diálogo, amizade, cumplicidade, respeito, sentimentos básicos dos relacionamentos, sente-se que esse amor pode estar correndo riscos, sendo natural surgir a insegurança e com ela, o ciúme, como uma tentativa de preservar aquilo que não se quer perder.
O ciúme atinge homens e mulheres. Dizem que é mais comum no sexo feminino, talvez seja porque a mulher demonstre muito mais o que sente, sem se esconder atrás de máscaras e defesas.
Falam hoje de ciúme como se a pessoa se tornasse doente do nada, e não é bem assim que acontece. O ciúme não começa do nada, há todo um processo como em qualquer doença. Primeiro começa haver um afastamento, acúmulos de mágoas, as desculpas para não fazerem juntos o que antes era feito, não há mais demonstrações de amor, interesse pela vida do outro e/ou do casal, gerando muita insegurança.
Com o tempo, isso vai somando-se e começa a surgir a necessidade natural de se entender o que está acontecendo. Geralmente há uma tentativa de conversa, onde a resposta em geral é: nada, nada está acontecendo! Ninguém muda seus comportamentos por "nada". Mas por qual motivo o ciúme começa na relação?
A melhor forma de tirar uma pessoa do controle é a incoerência, ou seja, demonstrar um sentimento e sentir outro. Começa então o desejo de agradar mais o parceiro, como se fosse culpada do que está acontecendo. É nesse momento que começam as cobranças, o controle, numa tentativa, de trazê-lo de volta. O medo da traição começa a perturbar como se as imagens de sua mente fossem reais. O outro, sentindo-se cobrado, pressionado, afasta-se ainda mais, despertando insegurança e ciúme. É aí que começa uma bola de neve, quanto mais um se afasta, mais o outro tenta se aproximar.
O ciúme surge quando se sente que não é mais importante para o outro, é uma sensação de ser preterida, como se seus sentimentos não tivessem mais valor. Além do que, o ciúme humilha, esmaga, dói, por isso talvez seja tão difícil admiti-lo. E quem não admite que tem um problema continua se auto-destruindo e destruindo a relação. Não confiar no amor da pessoa amada equivale a não confiar no próprio valor.
É claro que quem já era insegura por não confiar em si, não acreditar que alguém possa amá-la, sente um medo terrível do abandono, pois sua carência faz com que tenha uma auto-imagem muito negativa, reforçando o medo de que qualquer pessoa poderá afastar a pessoa amada. É o retrato da co-dependência, uma síndrome que tem como um dos sintomas o medo de ser abandonada. Assim, terá menos estrutura de lidar com a situação, levando ao total desespero e descontrole, trazendo muitas vezes à tona conflitos não resolvidos.
Porém, uma pessoa que já era insegura, se tiver um relacionamento com alguém amoroso, que seja capaz de suportar seus sentimentos e suprir suas necessidades, pode com o tempo, perceber-se como alguém digna de amor e respeito, conseguindo aos poucos reparar suas feridas emocionais e traumas vividos, tornando-se uma pessoa mais segura de si.
O que é importante entender é que o ciúme é muito mais um sintoma do que uma causa, pois geralmente, por trás de uma manifestação de ciúme há um apelo para o amor, que pode ser o amor e a atenção do outro, mas que na verdade, representa a busca pelo amor por si mesma. Como não há a consciência disso, continua acreditando que só existe através do outro.
Não seria melhor que as pessoas usassem mais da verdade em suas relações? Não ama mais, não deseja mais? Por que não falar? Por que deixar o outro chegar a ponto de alucinar em suas fantasias na ânsia de respostas para o que está acontecendo na relação? Justificar a mentira ou omissão do que está acontecendo, dizendo que o outro não tem estrutura para suportar a verdade, não é mais aceitável, pois o que enfurece uma pessoa não é a verdade, mas as mentiras que se ouve até chegar na verdade.
Nesse momento soma-se ainda: baixa auto-estima, falta de amor-próprio, insegurança, necessidade de reconhecimento. Mas se as crises de ciúmes já viraram rotina na relação, é possível fazer algo para mudar. Não há alternativas senão a busca por uma mudança interna, que só é possível através do auto-conhecimento, onde o mais indicado é sempre a busca de um profissional competente para se iniciar um processo de psicoterapia, ou ainda, os grupos de auto-ajuda.
É preciso entender que um pode ser muito importante para o outro, mas não mais importante que para si mesmo. Não é possível amar ao outro mais do que nos amamos. Todos se orgulham muito de ter alguém para amar, mas não se preocupam nenhum pouco com a importância vital que há em relação ao próprio amor.
Quando a relação é vivida com amor e os dois querem mantê-la, é possível buscar um tratamento e transformar o que é doente em saudável. E para começar esse processo, é importante:
Admitir que não está conseguindo ter controle sob suas emoções.
Escrever sobre os próprios sentimentos - ajuda a compreender o que está sentindo.
Buscar ajuda de um profissional.
Auto-conhecimento.
Reconhecer que a relação está doente, como reflexo de um ou dos dois.
Reconhecer que os dois devem mudar.
Conversar, conversar, conversar. O diálogo deve estar sempre presente.
Verbalizar o que sente, sempre.
Empatia, ou seja, desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro.
Respeitar os sentimentos do outro, ainda que não os sinta.
A verdade, sempre.
Cada um fazer uma análise do seu histórico de vida, principalmente infância.
Buscar possíveis origens das dificuldades atuais.
Comprometer-se consigo mesmo com as mudanças.
Demonstrar diariamente para o outro o quanto é importante.
Cuidar de si como cuidaria de alguém que ama.
Cuidar do outro como se cuida de alguém que ama.
Cuidar da relação afetiva como que cuida de um bebê, com atenção, afeto, carinho, enfim, com demonstrações diárias de amor.
Faça uma análise de seus próprios sentimentos em relação a si mesma, e as possíveis origens de sua insegurança, depois analise seu relacionamento, como ele está e como gostaria que fosse e converse tudo isso com seu parceiro, você e ele só têm a ganhar!
TEXTO: "Tudo tem o seu tempo determinado..." Ec 3.1.
INTRODUÇÃO: Como diz o texto à cima, tudo tem o seu tempo determinado na vida. Cada fase da nossa vida passa por etapas circunstanciais, que visam nos levar ao amadurecimento, ou, ao desmoronamento. Cabe a nós sabermos discernir e administrar cada momento. Além de muitas áreas da vida, o casamento também passa por etapas assim. Nesse sentido podemos dividir a vida conjugal em Quatro estações: Primavera, Verão, Outono e Inverno.
1- A PRIMAVERA. A primavera representa o início do casamento, quando tudo é novo. Muito romantismo... A fase quando somos ainda bem jovens, é a primavera de nossas vidas. Nesta fase Somos movidos por paixão, sonhos, sorrisos... É a estação das flores. Começamos a construir uma vida a dois; os primeiros planos, a primeira casa, o primeiro filho, etc. A primavera do casamento é uma época muito feliz que deixa saudades, mas como é um começo, é marcada por experiências importantíssimas, e um aprendizado de relacionamento conjugal, que nem sempre é fácil. Quando duas pessoas decidem a viver sob o mesmo teto, dividindo tudo, comendo juntos, dormindo juntos, expondo suas idéias e gênios, geralmente surgem conflitos. São dois seres diferentes que por amor, resolveram ser um só. Se o casal é convertido e aceita ser guiado pelo Espírito Santo de Deus, consegue transpor com mais facilidade essa fase de entrosamento conjugal, do que outro casal que é guiado por vontade própria , onde o orgulho e o egoísmo impedem o início de uma convivência pacífica entre os dois. O futuro do casamento depende de um bom começo. Se desde o início o casal aprende o caminho do diálogo, a expor seus sentimentos, a trocar idéias e de comum acordo resolvem não deixar que o sol se ponha sobre a discussão e problemas não resolvido, o relacionamento será transparente e não haverá mágoas e tristezas acumuladas na alma de ambos.
2- O VERÃO.O verão é a fase produtiva do casal. Juntos constroem um patrimônio, criam os filhos, progridem na profissão, enfim, realizam seus sonhos. É uma época agitada de muito trabalho e produção. Estamos no vigor físico e mesmo, dormindo pouco, e lutando muito, estamos contentes com o resultado que conseguimos. O perigo dessa fase é que o casal por causa das responsabilidades e correrias diárias se afastam um do outro. Já não há muito tempo para conversarem, saírem juntos, viajarem, porque os filhos exigem atenção. É preciso fazer horas extras para pagar as prestações e estão sempre cansados. Esse afastamento pode com o tempo esfriar a relação e chegar a um ponto que marido e mulher pareçam dois estranhos. É preciso em meio a toda essa agitação, o casal tirar um tempo para si, tentando fazer as refeições juntos, ambos cuidarem da educação dos filhos, darem importância à vida espiritual e freqüência à igreja e sempre demonstrar ao outro, que o amor está vivo, através de palavras, bilhetes, afeto e às vezes através de um simples olhar.
3- O OUTONO. No outono diminuímos a velocidade da caminhada. Os filhos crescem, se formam, casam e o ninho vai ficando vazio. Chega a aposentadoria, os primeiros cabelos brancos, as primeiras rugas.... Muitos casais recebem bem essa fase e aproveitam para realizar coisas que antes não tiveram tempo. Visitam os amigos, se dedicam a obras beneficentes, viajam etc. Outros entram em depressão, ficam desorientados, porque não sabem descansar, sempre trabalharam sem férias dia e noite, e agora se sentem inúteis, já não possuem o mesmo vigor e saúde de antes e isso é assustador. Nessa fase o casal que era independente um do outro, começa a sentir falta e valorizar mais o companheirismo de uma convivência tranqüila. Os filhos são agora independentes e têm suas próprias vidas, não têm tempo para estarem diariamente ao lado dos pais. É hora então do casal se reaproximar mais e mais e um amparar o outro nas suas necessidades. Não são tão idosos e ainda podem produzir muitos frutos para Deus com suas experiências de vida.
4- O INVERNO. Alegro-me ao ver um casal de velhinhos caminhando juntos de mãos dadas. Às vezes as mãos tremem e os passos são vacilantes, mas seguem juntos e agora são mais unidos do que nunca. Um entende o outro, porque caminharam muitos anos juntos e estão tão unidos que parecem um só. Não foi para isso que se casaram, para serem um só? Embora sem forças físicas e com pouca saúde, eles têm a sensação agradável do dever cumprido. A prole cresceu, são filhos, netos e até bisnetos, que quando se reúnem são motivo de orgulho para o idoso casal, que sente que transmitiu algo de bom para outras gerações. Ensinaram o temor a Deus, o amor ao próximo, a hospitalidade, a boa educação e procuraram ser exemplo de boas obras. É maravilhoso também quando um casal idoso se dedica à oração. Como têm tempo suficiente intercedem pela família e familiares, pela igreja, pelos pastores, pelas missões e pelas almas perdidas. O inverno da vida é tempo de meditação e revelações, porque a Bíblia diz que os velhos sonharão sonhos. Nessa idade o casal não se preocupa mais com vaidades porque sabem que tudo isso é passageiro, não pensam em ajuntar tesouros, porque tudo o que pouparam será de seus herdeiros, e não há mais solicitude pela vida, porque aprenderam que como Deus cuida dos passarinhos e das flores do campo, também cuidará deles até o fim
Quem está passando por uma separação parece que tudo se torna difícil de ser realizado. Perde-se a vontade de fazer qualquer coisa que seja por si mesma, ainda mais participar ou manter uma reeducação alimentar.
Isso pode ocorrer porque a pessoa acaba por se sentir tão sem valor, que não encontra forças para fazer algo por ela ou ainda, não acredita ser merecedora de nada que possa fazê-la sentir-se bem, como se houvesse uma culpa oculta por seus sentimentos. Mas podemos, e devemos, fazer algo para que consigamos suportar esse momento tão cruel e que parece não ter fim.
Separar-se de quem se ama não é uma tarefa das mais fáceis. É um momento de muita dor, como se tivessem atingido a nossa própria alma, que agora sangra de tal forma que parece não irá se cicatrizar nunca. As emoções ficam mais expostas e a razão parece sequer existir. Ficamos totalmente sem defesas e, assim, sem proteção. E o que mais nos pedem é que sejamos racionais. Como, quando tudo é sentido com tal intensidade que parece não existir espaço para a razão?
Quando a decisão pela separação é tomada pelos dois, que concordam ser esse o melhor caminho por não haver mais amor, respeito, amizade, objetivos em comum, já é difícil por todo o processo em si que envolve esse momento. Mas existem casos em que a separação acontece quando um, ou muitas vezes, os dois, ainda se amam, mas determinada situação os forçam a se separar.
Ou, ainda, há aquelas que são literalmente abandonadas, sem sequer ter participado da decisão ou sabem os reais fatores que levaram o outro a ir embora. O fato é que a separação quando existe amor é uma fase que machuca demais os envolvidos, não atingindo apenas quem já não sente mais amor, ou quem já está com outra pessoa em seu coração.
Para quem ainda ama, requer muito esforço voltar a sentir prazer pela vida. Afinal, que vida, se sentimos que quem foi levou um pedaço de nós? Dizem que o tempo é o melhor remédio, mas o tempo parece se intensificar e prolongar ainda mais o que tanto dói.
Hoje, sequer existem amigos para dividir esse momento e, muitas vezes, não há família, ou seja, não há ninguém com quem dividir a tristeza, a saudade, com quem falar das dúvidas e perguntas sem fim. Não há quem suporte ao nosso lado e preencha esse vazio tão intenso deixado por quem se foi e por tudo que se acreditou.
É exatamente isso que dá a sensação de vazio, os planos feitos, os sonhos que jamais serão realizados, ao menos com quem se acreditou que seriam. Tudo isso acabou! Acabou o nós e é preciso de novo voltar a dizer eu. Não há mais a nossa casa e sim, a minha. Não há mais as ligações diárias, os jantares a dois, os momentos de prazer, as preocupações divididas. Tudo agora terá que ser feito só.
A certeza de ter alguém que nos espere, que se preocupe, que nos ame, nos dá muitas vezes a segurança para continuar mais um dia e, que, de repente, não sentimos mais. Ficamos inseguras, frágeis, sensíveis e apenas com uma certeza: não somos amadas como esperávamos ser. E isso acaba por se refletir em todas as outras áreas de nossa vida, comprometendo nossa concentração, criatividade, o trabalho e até a própria saúde.
A tendência nesse momento é lembrar apenas de tudo que havia de bom, dos momentos de alegria. Mas será que era mesmo assim? Se fosse, haveria a separação? É preciso analisar todo o relacionamento para identificar o que era desejo, idealização e o que era realidade. A outra pessoa estava correspondendo aquilo que você esperava dela?
Será que nos últimos meses tudo era mesmo feito junto e com satisfação para ambos? Quem acabava sempre cedendo para agradar apenas ao outro? Quanto será que você não relevou, deixou para lá, não esperou que o outro mudasse? Quais eram os motivos dos desentendimentos, discussões e brigas? Os objetivos de cada um continuavam a ser os mesmos? Os valores também?
Existiam demonstrações constantes de amor? Os dois se sentiam amados e valorizados? O que levou ao distanciamento? Havia diálogo, trocas constante de carinho, cuidado com o outro? Ou será que as palavras de carinho começaram a dar lugar a ofensas e mágoas? Algumas palavras ditas ferem como arma afiada que penetram no mais íntimo de nosso ser, provocando feridas invisíveis, mas que dificilmente cicatrizam. Como e quando as coisas mudaram? Por que não se conseguiu evitar a separação?
Acaba sendo instintivo julgar o outro como responsável pelo nosso sofrimento em função de sua ausência. Mas será que agora você não está tão sozinha quando estavam juntos? Todos esses sentimentos, muitas vezes, contraditórios, podem nos deixar mais confusas ainda, quando o que mais precisamos é de serenidade e confiança.
Sentimos medo de errar de novo, de ficar sozinha, de ninguém mais querer dividir a vida conosco. De não ser mais amada, desejada. De não conseguir superar mais essa perda e, assim, nos isolamos, culpamos-nos pelo que fizemos e deixamos de fazer. E tudo parece não ter mais vida e nem sentido para se continuar vivendo. Será que está sentindo tudo isso porque o outro não está mais ao seu lado ou por que abandonou a si mesma há muito tempo?
É importante nesse momento você responder a si mesma todas essas perguntas com sinceridade para que possa entender todo esse processo e voltar a perceber o valor que com certeza você tem. Confrontar-se com os sentimentos que mais doem dentro de você é o caminho mais certo para buscar a força interior que tem e é o que mais precisa nesse momento.
Há muitos que pensam que o batismo permite às pessoas permanecerem nos segundos casamentos ilegais. Mesmo Jesus tendo dito que o novo casamento de uma pessoa divorciada é adultério, eles concluem que o batismo dá permissão para o novo casamento continuar. Eles alegam que exigir dos divorciados e casados que se separem é negar a vontade de Deus de perdoar o adultério. Para justificar esta posição, passagens como 2 Coríntios 5:17 são usadas: "Assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas."
O propósito deste artigo é apresentar a evidência bíblica, provando que o perdão dos pecados no batismo não autoriza a continuação de um casamento adúltero.
Quatro princípios bíblicos
1- Relação de casamento com um segundo esposo é adultério.
"Quem repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério contra aquela. E se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério" (Marcos 10:11-12).
Note: "quem". Divórcio e novo casamento é adultério para quem quer que seja. Só uma exceção é encontrada (Mateus 19:9). O adultério continua enquanto o primeiro companheiro viver.
"Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal. De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei, e não será considerada adúltera, se contrair novas núpcias" (Romanos 7:2-3).
2- O arrependimento é necessário para o perdão.
O arrependimento é exigido de todos (Atos 17:30). O arrependimento é uma exigência para receber o batismo (Atos 2:38). Qualquer um que não se arrepender perecerá (Lucas 13:3, 5).
3- O arrependimento exige que o pecador termine qualquer relacionamento sexual pecaminoso.
A raiz da idéia é a mudança. No Velho Testamento, os homens eram chamados a arrependerem-se e desviarem-se de todas as transgressões (Ezequiel 18:30). No Novo Testamento, o arrependimento tinha que produzir frutos e realizar certas obras dignas de arrependimento (Mateus 3:8; Atos 26:20). Aqueles que se arrependeram deixaram seus pecados (Atos 19:18-20). Aqueles que continuaram no pecado, por escolha, estavam se recusando a se arrependerem (Apocalipse 9:20-21). Paulo achou surpreendente que alguém pudesse imaginar que poderia continuar sendo injusto e, ainda assim, ir para o céu.
"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores, herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (1 Coríntios 6:9-11).
Esta é uma passagem significativa. Esses adúlteros tinham sido lavados de seu pecado. Continuaram eles suas uniões adúlteras? Não! Paulo diz, "tais fostes alguns de vós." A ênfase se faz sobre o tempo: "vós fostes" Suma coisa do passado. Alguns desses tinham sido homossexuais. Outros, adúlteros. Mas, para serem perdoados, eles terminaram suas relações homossexuais e adúlteras. A questão não é se acreditamos que adultério ou homossexualidade pode ser perdoada, mas quais são as condições do perdão. Para ser perdoado de adultério ou homossexualidade tem que se arrepender e para se arrepender, tem que terminar a relação sexual pecaminosa.
Há exemplos bíblicos onde Deus exigiu de pessoas em casamentos pecaminosos que se separassem. Nos dias de Esdras, homens se arrependendo de casamentos pecaminosos mandaram embora suas esposas ilegais (Esdras 9-10). Nos dias de João, para Herodes se arrepender ele teria que deixar Herodias (Marcos 6:18). Hoje, qualquer um, arrependendo-se de um casamento pecaminoso, tem que terminar esse casamento. O que faz um casamento pecaminoso mudou desde os dias de Esdras; mas o que tem que ser feito quando se está num casamento pecaminoso não mudou. A exigência de Deus para o arrependimento não foi facilitada (Atos 17:30-31).
4- Uma pessoa perdoada não tem direito a continuar no pecado.
"Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum" (Romanos 6:1-2).
O perdão lava os pecados passados mas não dá licença para pecar no futuro. Veja 1 João 3.
Portanto, um casamento adúltero tem que ser terminado para ser perdoado e não pode continuar depois do perdão.
Objeção considerada
Há quem pense que um segundo casamento ilegal não é mais adultério depois que se é batizado. Eles raciocinam que, quando se é batizado, todos os relacionamentos passados e obrigações são dissolvidos. Num sentido, pensa-se que o batismo lava todas as recordações do casamento anterior e do divórcio. Portanto, sendo-se casado com um segundo par seria, depois do batismo, contado como primeiro casamento.
Contudo, o perdão não muda o pecado. Se um ato é pecaminoso antes do batismo, continua pecaminoso após o batismo. Se tomar algo que não nos pertence é roubo, antes do batismo, o mesmo ato é roubo depois do batismo. Se deitar-se com um homem é homossexualismo. antes do batismo, continua sendo homossexualismo depois do batismo. Se o sexo com uma segunda esposa é adultério antes do batismo, é adultério depois do batismo. O batismo não muda a definição de pecado.
Certamente, quem é batizado corretamente é perdoado por seus pecados, mas é ele libertado de compromissos anteriores? Considere esta comparação: um homem gera um filho, depois o abandona. Então, quando ele se torna um cristão, recebendo o perdão pelo pecado do abandono do filho, também se desmancha o relacionamento do pai com o filho? Deixa ele de ter o laço de obrigação para com seu filho? Pode ele dizer "Eu não tenho que sustentar este filho no futuro porque eu fui perdoado do pecado de abandoná-lo no passado?" Agora, e se um homem é ligado por Deus a uma esposa? Então, ele a deixa e casa com a outra. Quando ele é perdoado, seu laço de obrigação para com sua esposa é desfeito? (Romanos 7). Antes dele ser perdoado ele estava ligado à primeira esposa e ter relação sexual com a segunda era errado. Depois do perdão ele ainda está ligado à primeira mulher e as relações com a segunda são erradas. Não devemos confundir perdão das ações pecaminosas do passado com a dissolução dos relacionamentos e o fim das obrigações.O perdão no batismo não dissolve o laço de casamento daqueles que vivem juntos. Eis porque tais pessoas não precisam renovar seus votos para continuarem esposo e esposa depois do batismo. Do mesmo modo, o perdão no batismo não desfaz o laço de casamento entre aqueles que vivem separados (Romanos 7:1-3). Eis porque tais pessoas ligadas e separadas estão cometendo adultério quando vivem em um segundo casamento, tanto antes quanto depois do batismo.
Conclusão
Há um par de outros problemas com o ponto de vista segundo o qual o batismo santifica os casamentos adúlteros. Primeiro, e se um esposo é batizado e o outro não? Está agora um esposo vivendo em adultério, enquanto o outro esposo tem um casamento aprovado por Deus? Segundo, porque o perdão pelo sangue de Cristo não produz o mesmo efeito para o cristão que ora como para o não cristão que é batizado? Se o perdão santifica os casamentos adúlteros e torna a separação desnecessária, porque não faria o mesmo para qualquer indivíduo perdoado, sem levar em conta se seu pecado inicial foi cometido antes ou depois do batismo?
Jesus disse que divórcio e novo casamento é adultério (Marcos 10). Jesus fez do arrependimento uma condição para o perdão (Lucas 13:3,5). As escrituras unanimemente ensinam que aqueles que cometem adultério não irão para o céu (1 Coríntios 6:9-10). Eu não tenho o direito de mudar a Palavra de Cristo.
Profetiza sobre a sua família, sobre o seu casamento
Você já reparou como as pessoas muitas vezes se sentem menosprezadas? Como há gente deprimida, se achando sem nenhum valor. Como há gente que pensa que a vida não tem graça. Como há gente que tem uma visão errada das coisas. Será que Deus quer que enxerguemos a nós mesmos e a vida com esse olhar?
Interessante que o povo de Israel também se enxergava dessa forma. Em Ez 37.11 está escrito: “...
E não é assim que muitos se vêem hoje também? Olham para a sua família e vê ela despedaçada. Não passa de um monte de ossos secos.
Olham para o trabalho sem esperança alguma. Olham para a igreja e só vêem um monte de ossos secos. Olham para a sua vida com total desesperança de que haja alguma mudança.
Será que Deus quer que enxerguemos as coisas com esses olhos? Deus havia mandado Ezequiel profetizar para que aquele monte de ossos secos fosse revestido de carne.
E assim aconteceu. Só que aqueles corpos estavam sem vida alguma. E Deus mandou que Ezequiel fizesse o seguinte: “Profetiza ao espírito, profetiza, ò filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.” (Ez 37.9). E aquele monte de ossos que já havia ganhado novos corpos agora voltam a viver.
Deus dá uma linda visão a Ezequiel. Ele agora não enxerga mais um monte de ossos secos sem vida, mas enxerga novas pessoas, transformadas. Mas quem faz esse milagre? Somente Deus. E eu quero profetizar em nome de Deus para ti,
DEUS MOSTROU EM VISÃO A EZEQUIEL A SITUAÇÃO DO POVO DE ISRAEL
“A mão do SENHOR estava sobre mim, e por seu Espírito ele me levou a um vale cheio de ossos. Ele me levou de um lado para outro, e pude ver que era enorme o número de ossos no vale, e que os ossos estavam muito secos.”(v.1 ,2).
Vale de ossos secos é lugar de desolação, de miséria, de recordações tristes, de mortandade. Vendo um filme sobre a II Guerra mundial, há cenas desoladoras com corpos espalhados em grandes áreas. Verdadeiros vales de mortandade! Deus permite que conheçamos situações difíceis para a realização de Seus propósitos em nossas vidas. Nada do que acontece conosco é em vão.
“Os ossos estavam muito secos” (vs.1 , 2). Significa vidas secas, sem o óleo do Espírito, vidas vazias de prazer de viver, vidas insossas, vidas amargas, vidas cheias de mágoas, rancores, ciúmes, invejas e no pecado! Se os ossos estavam sequíssimos é porque estavam mortos havia muito tempo. Mortos não ouvem não se mexem, não respondem. Mas há a esperança na ressurreição.
O Senhor perguntou ao profeta: “estes ossos poderão tornar a viver?” Eu respondi: “Ó Soberano SENHOR, só tu o sabes” (v.3). Nunca podemos perder a esperança! Perder a esperança é falta de fé.
“…Estes ossos são toda a nação de Israel. Eles dizem: ‘Nossos ossos se secaram e nossa esperança desvaneceu-se; fomos exterminados’ (v.11): perdidos, mortos, arrasados!
Para Deus não há impossíveis. Jesus respondendo ao pai do jovem endemoninhado: “Se podes?”, disse Jesus. “Tudo é possível àquele que crê. Imediatamente o pai do menino exclamou: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!” (Mc 9:23 e 24).
O Senhor disse: “… Farei um espírito entrar em vocês, e vocês terão vida (v.5). Deus quer restaurar vidas, avivar a Sua Igreja. Deus quer derramar unção sobre a Igreja, quer Se revelar à Igreja. Deus quer habitar em nós em Sua plenitude. Deus habitando em nós teremos vida abundante.
“E eu profetizei conforme a ordem recebida. Enquanto profetizava, houve um barulho, um som de chocalho, e os ossos se juntaram, osso com osso.” (v.7), Quando nós falamos pelo Senhor, há ruído santo, ruído de vontade de mudar, de melhorar; as estruturas se mexem. A Palavra do Senhor faz reboliço.
“Enquanto profetizava, houve um barulho, um som de chocalho, e os ossos se juntaram, osso com osso…” (v.7 ). Quando a Palavra do Senhor opera, há aproximação, há ajuntamento, há comunhão, há amor. A parede da separação é destruída!
Em Ezequiel 37:1-28, é nos mostrado uma visão onde os ossos secos presentes em um vale, são restaurados novamente a vida “E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor IAVÉ: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.”( Ez 37.9).
Esses mortos que voltam a vida são da casa de Israel como nos diz o versículo 11 da passagem supracitada: “Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel; eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortados.”. Nessa época Israel estava sob o exílio babilônico ocasionado pelos seus próprios pecados, mas o Eterno os restauraria “.E vos tomarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra.” Ez 36.17-26).
Mas será que esta profecia aborda a volta dos judeus do exílio babilônico? Lembre-se que a restauração a vida dos ossos estava sujeita a ação dos quatro ventos (guerras em profecias) e ainda, o Eterno os tiraria das nações e não somente de Babilônia.
As dispersões de Israel ocorreram em três ocasiões:
1. No Egito
“Que a sua descendência seria peregrina em terra alheia, e a sujeitariam à escravidão e a maltratariam por quatrocentos anos” (At 7.6 ;Gn 15.13); lá ficaram por 400 anos e em significativa parte do tempo amargaram as vicissitudes da escravidão. Como sabemos o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) nos mostra o período em que a nação Israelita foi formada, iniciando pelo chamado de Deus a Abraão, até a preparação para o estabelecimento desta nação, que foi efetivamente realizada no livro de Josué.
2. O exílio sofrido pelo povo hebreu foi quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, sitiou Jerusalém em 586 a.C, levando-os ao cativeiro.
Esse cativeiro ocorreu porque os governantes de Israel estavam cada vez mais ímpios e eram constantemente repreendidos por Deus e continuamente, rei após rei, pelos profetas do Eterno que diziam: “E fez o que era mal aos olhos do SENHOR...” 2 Re 24.19.
3. A diáspora ocorreu no ano 70 d.C, quando o general romano Tito deitou abaixo o santuário judaico conforme a profecia de Jesus “Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.” Mt 24.2 e o povo foi disperso entre as nações.
Uma pergunta relevante ao tema: Após este acontecimento (70 d.C, diáspora judaica), teria o povo de Israel (literal, segundo a carne), perdido o papel de povo escolhido? Teria a igreja cristã (católica, adventista, ou qualquer outra) suplantado e se apossado das promessas de Deus feita ao povo de Israel? Foi o povo de Israel rejeitado como nação? Essas perguntas são importantes no entendimento das profecias e em sua contextualização.
Em Romanos 11:12 Paulo nos diz “Digo, pois: porventura, rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum! Porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu”.
Se fizermos uma análise do livro de Romanos, constataremos que Paulo sempre afirma que o Israel literal tem um papel especial. Quando a nação de Israel foi formada pela direta intervenção divina, este povo deveria testemunhar aos demais povos a fé no verdadeiro e único Deus.
Porém como vemos nas Escrituras o povo hebreu não seguiu os caminhos divinos, e acabaram seguindo os mesmos erros e abominações das nações, e isto lhes custou os exílios.
De todos os exílios (no Egito, na Babilônia e por último entre as nações), vamos nos ater ao último. A dispersão ocorrida no ano 70 d.C foi a mais duradoura e importante. Além de ser prevista pelos profetas (Lv 26:33, Sl 44:11, Sl 106:27, Lm 1:3, Ez 4:13-14), foi também profetizada por Jesus “Por isso, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas”.
A uns matareis e crucificareis; a outros açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade; para que sobre vós recaia todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o santuário e o altar.
Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta.
Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!” ( Mt 23.34-39). Jesus previu que Jerusalém seria destruída e o povo seria mais uma ver disperso pelos seus próprios pecados (findava as Setenta Semanas dada a Israel), e a dispersão entre as nações teria um tempo determinado.
Em Lucas 21:24 sobre o mesmo cerco de Jerusalém, Jesus diz: “Muitos serão mortos à espada, e outros serão levados como prisioneiros para todos os países do mundo”.
E os não-judeus conquistarão Jerusalém, até que termine o tempo de eles fazerem isso.” Veja agora o que diz Paulo “Meus irmãos, quero que vocês conheçam uma verdade secreta para que não pensem que são muito sábios. A verdade é esta: a teimosia do povo de Israel não durará para sempre, mas somente até que o número completo de não-judeus venha para Deus.” (Rm, 11:25). Em outras traduções este tempo é chamado de plenitude dos gentios. O que isto quer dizer?
Como em outros exílios, Israel foi restaurado como nação. Em Números 23:19,20 “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? Eis que para abençoar recebi ordem; ele abençoou, não o posso revogar.”, vemos aqui que Deus não revoga suas promessas, isto agora vai tornar interessante o estudo, porque o próprio Deus fez promessas concernentes ao povo Israelita.
Os corpos celestes testificam das promessas de Deus
Em algumas passagens da palavra de Deus, ele muitas vezes se utiliza de elementos da natureza para que sejam lembradas suas promessas. Depois do dilúvio, Deus faz uma aliança com Noé nos seguintes termos: “O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra.” (Gn 9:16). O arco simbolizaria que Deus nunca mais destruiria a terra e os seres viventes como fez no Dilúvio (Gn 8:21 e 9:9-17).
Para com a aliança que, o Eterno, fez com os israelitas, Ele se utiliza do sol, da lua e de outros elementos da natureza: “Assim diz o SENHOR, que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; SENHOR dos Exércitos é o seu nome”. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre.
“Assim diz o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá embaixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR.”
E sabe por que o Eterno disse isso a respeito da nação Israelita? “porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”( Rm 11.29). Querido leitor: tão certo quanto são as leis que regem o sol, a lua e as estrelas, é certo que a descendência de Israel é uma nação escolhida.
Temos aqui provas bíblicas de que o povo Israelita ainda que alheio ao evangelho de Jesus, o Messias (Yeshua Ha Mashiach), são uma nação escolhida perante o Senhor.
O povo de Israel esperava um governo do Messias essencialmente político, e que vencesse e humilhasse seus inimigos ( Lc 1:69-74). Isto estava correto em parte, porém o povo Israelita não atentou que na presença do Messias, se iniciaria o tempo da Restauração (Is 2:2-4; Sl 72:8-11).
Para qual propósito Deus envia seu Espírito sobre nós? Deus quer sempre nos encher do seu Espírito, mas com um propósito de restaurar vidas, Ele nunca deu o seu espírito para que ficássemos com ele somente para nós (Lc 4.18 1.)
Neemias ouve a situação da cidade dos seus pais.
Ele chora, ele toma a responsabilidade da situação. Ele não lança a responsabilidade sobre outros, mas assume. Neemias se dispõe em restaurar os muros.
O profeta Ezequiel estava no cativeiro, e Deus então conversa com ele, isso é tremendo, pois quando estamos em dificuldades à primeira coisa que vem a nossa mente é: Deus se esqueceu de mim
Não importa o problema que você esteja vivendo, Deus fala contigo, Ele não nos deixa morrer aflitos, pelo contrario, Ele tem prazer em nos ajudar e livrar a nossa vida das tribulações, no salmo 34. 19 a Palavra de Deus fala que muitas são as aflições do justo, mas o Senhor nos livra de todas elas, mas no momento de dor e aflição, nos deixamos levar pela situação que nossos olhos humanos vêem por isso em Hebreus a Bíblia nos fala que a palavra de Deus e como uma espada que separa alma do espirito, pois nossa alma fica presa ao natural, já nosso espirito, Deus pode levá-lo a uma dimensão sobrenatural.
Amado, quando Deus nos chama à profetizar, não temas, crê somente!
O mundo ao nosso redor, sempre dirá que o quadro que vivemos, não tem solução, que seu marido não vai mudar, seu casamento vai fracassar, seu filho sempre vai ser um problema. Ou seja, conforme em ser um fracassado (a).
Mas Deus nos chama a profetizar exatamente o contrario! Pois quando Ele ordenado é porque Ele já assinou a nossa vitória, só temos que tomar posse, mas as vezes o problema é exatamente esse ........ TOMAR POSSE... já estamos tão acostumados com o fracasso que até quando o próprio Deus nos fala que seremos vitoriosos o nosso eu sofrido não nos deixa receber as promessas Dele em nossas vidas.
Quero te dizer o único que vive com a cabeça enterrada no chão è o avestruz, pois ele se conforma em ser assim, por isso amado (a) erga a tua cabeça e receba aquilo que Deus quer te dar, não seja um avestruz, pois Deus não te criou para viver assim.
Ezequiel profetiza e então o Espirito começa a fazer coisas sobrenaturais, os ossos começam a tomar forma e serem restaurados, querido é só abrir tua boca e crer. Mas faltava algo ainda não havia espirito naqueles corpos, talvez você esteja assim, com "vida" todos te olhem e achem que você é feliz, realizada, mas, no entanto dentro de você não há vida.
Amado a obra que Deus faz é completa Ele não só restaura tudo ao teu redor, como também restaura a tua vida, pois o Espirito aqui significa vida, vida esta que muitas as vezes o sofrimento nos faz ter vontade de perder. Então Deus vem e traz de volta para você a vontade de viver, cura as tuas feridas e mostra que Ele não deixa nada pela metade. Deus vai tratar de todas as áreas da tua vida.
Finalizando o povo de Israel tinha declarado que as suas esperanças estavam sepultadas, não tinha mais como o quadro ser mudado. Estavam derrotados!
Amada, talvez você esteja assim, sem esperança, sem amanhã. Quero te dizer que o mesmo que Deus disse para eles, se você crer Ele declara para você hoje, não importa qual o seu problema, Ele hoje está mudando o quadro!
Curve sua cabeça um pouco e do jeito que você sabe, ore à Deus, Ele não olha o quanto você é sábio para orar
Alguns olham para o seu casamento e não vêem mais vida, é como se estivessem olhando para um vale de ossos secos, só enxergam morte e sequidão. Outros olham para a vida profissional e vê a mesma coisa, outros olham para sua vida ministerial, para suas células, e até lá não conseguem enxergar a vida.
Seja qual for o lugar onde você esteja enxergando morte, o Senhor Deus está dizendo: Eu quero fazer um milagre, Eu quero derramar a Minha vida sobre você. – O que precisamos fazer para transformar o quadro de morte ao nosso redor? 1.
Ter a visão da restauração Em Ezequiel 37:3, Deus faz uma pergunta chave ao profeta: “Filho do homem, acaso poderão reviver estes ossos?” A resposta de Ezequiel a esta pergunta faria toda a diferença naquele contexto. Aquela era uma pergunta provocativa, feita para provocar uma reação em Ezequiel.
Na realidade, o que Deus estava lhe perguntando era: você crê que Eu posso derramar vida neste lugar? O Senhor queria levar Ezequiel a ter uma visão da restauração. Para que o profeta pudesse ser usado por Deus para derramar o sopro de vida sobre aqueles ossos, ele primeiro tinha que crer nisso, ele precisava visualizar a vida surgindo ali.
Esta mesma pergunta Deus tem feito a nós: “Filho do homem, pode haver vida no teu casamento, nos teus negócios, no teu ministério?” A nossa resposta fará toda a diferença. Em Heb.11:1 vemos que a fé é a “certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”.
Temos que enxergar pelos olhos da fé, aquilo que os olhos humanos não vêem. César Castellanos, em seu livro “Sonha e Ganharás o Mundo”, diz que os sonhos são a linguagem de Deus. Quando conseguimos visualizar pelo Espírito a restauração, então é uma questão de tempo para que ela se manifeste no plano físico.
Deixe a visão entrar no seu coração e você estará deixando a vida entrar em você. 2. Liberar a palavra profética No versículo quatro, após provocar em Ezequiel a visão da restauração, Deus lhe dá uma ordem: “Profetiza”. Ou seja, o passo seguinte ao recebermos a visão, é andarmos pela visão. Não basta apenas receber de Deus uma visão de restauração, é preciso agir conforme esta visão que Deus nos dá. No caso do profeta, a ação era profetizar, ele tinha que liberar a palavra profética.
Como igreja do Senhor aqui na terra, temos uma missão profética de liberar a palavra de Deus sobre cidades, estados e nações.
Essa missão profética, no entanto, começa na nossa própria vida. Profetize sobre seu casamento, sobre sua família. Libere com a sua boca aquilo que Deus diz a respeito de você e não o que o mundo ou você mesmo pensa a seu respeito. Receba a visão de Deus em sua vida e comece a agir conforme ela, no falar, no andar, em cada atitude. Viva a visão e ela se concretizará plenamente em sua vida. – O que Deus faz quando tomamos nossa posição? 1.
Deus começa a operar a restauração Nos versos 6-8 vemos a visão se concretizando ante aos olhos de Ezequiel.
Sobre aqueles ossos sequíssimos, começam a surgir tendões, carne e pele. É Deus começando a operar a obra de restauração. Quando recebemos a visão e andamos por ela, logo a obra de restauração começará. No verso 7, vemos que houve um grande ruído quando a restauração começou.
Talvez Deus já esteja se movendo assim na sua vida e você ainda nem se deu conta. Tendões, carne e pele falam dos sinais que o Senhor começa a operar em nossas vidas quando começamos a nos mover pela visão de Deus.
É a conversão de um parente; é um livramento na área da saúde; é aquele dinheiro que estava preso a muito tempo ao qual você tinha direito e que agora, finalmente, saiu; é aquele primeiro visitante que chega na célula ou o primeiro irmão que você tem oportunidade de consolidar.
Talvez você já esteja andando na visão e nem saiba, talvez tendões, carne e pele já estejam surgindo e você ainda não se deu conta. 2. Deus sopra do seu Espírito Tendões, carne e pele são só o começo da obra de restauração. O mais importante ainda está por vir, o derramar do Espírito.
No versículo oito vemos que apesar da carne ter crescido milagrosamente sobre aqueles ossos, ainda não havia neles o fôlego de vida e o que Deus havia falado inicialmente para Ezequiel era a respeito de vida e não simplesmente de carne sobre ossos. “Poderão reviver estes ossos?”, foi a pergunta feita pelo Senhor.
A promessa era a de trazer vida a aqueles ossos. Então o profeta mais uma vez começa a profetizar e o grande milagre acontece “…o espírito entrou neles e viveram”. Deus quer derramar vida sobre você.
Sobre aquilo que você achava que estava morto, Deus pode fazer brotar a vida. Ele quer soprar do seu Espírito.
O interessante é que quando aqueles ossos reviveram e se puseram de pé, Ezequiel teve a maior surpresa de todas: aquele era um grande exército de guerreiros valorosos. O tempo todo aquele exército estava ali, mas as pessoas só viam ossos secos naquele lugar.
Talvez Deus queira usar o seu casamento para transformar gerações inteiras, talvez Ele tenha um plano tremendo na sua vida profissional, com certeza, Ele tem milhares de células para você, basta você crer, receber a visão e andar por ela e onde havia morte, reinará abundantemente a vida. No amor do Senhor.
Se você se sente um monte de ossos secos, sem valor nenhum, eu quero profetizar para a sua vida. Se você sente que o seu casamento, o seu trabalho, a sua igreja, o seu estudo não passam de um monte de ossos secos, eu quero profetizar, em nome de Deus, para ti MINHA AMADA IRMÃ EM CRISTO.
Eu quero profetizar que a sua vida vai mudar se você permitir. O Senhor quer soprar sobre você para que você receba a nova vida que Ele quer te dar. Mas é necessário que você queira realmente receber essa nova vida. É necessário você reconhecer que sem Deus você não passa de um monte de ossos secos. Deus quer te dar uma nova vida. Abra o seu coração para Deus e eu profetizo que Ele vai transformar a sua vida. Ela jamais será a mesma.
O corpo, por si só, pode ser perfeito, mas sem vida, não passa de um amontoado de ossos secos. Venha para Cristo Jesus, ele pode ressuscitar em você a vontade de viver novamente. Ele pode te dar esperança e amor. Pense na vida em abundância que você pode desfrutar na presença do Senhor.
Que Deus nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus, amém!